Você, eu, ninguém vai bater tão forte como a vida,
mas não se trata de bater forte. Trata-se de quanto você aguenta apanhar
e seguir em frente, o quanto você é capaz de aguentar e continuar tentando.
É assim que se consegue vencer.
– Rocky Balboa – Sylvester Stallone

O escritor transpira, respira, vive, cresce, pesquisa, vislumbra, se corrói, cria, co-cria, desconstrói e constrói, sofre, e enfim começa a teclar letras sequenciadas a fim de formar palavras, parágrafos e encher páginas após páginas até chegar a formar capítulos e logo dali concebe um romance. A obra poderá ser lendária, ou medíocre, tudo será proporcional ao talento daquele que a criou.

Mas, e ai? Fez a parte mais difícil e agora?

Sob as palavras do roteiro original do longa-metragem Rocky Balboa (2006), citado acima, é neste ponto que a vida ameaça e começa a te bater mais forte ainda. Se você confia no seu taco, então irá persistir até chegar à vitória que almeja. Sylvester Stallone não apenas produziu e protagonizou a empreitada cinematográfica, mas também escreveu o roteiro e teve o talento para fazer um personagem bruto transmitir um pensamento de experiência de vida exemplar e impactante. Um ponto positivo a mais para o escritor Stallone.

Assim como no ringue e na vida, aguente as porradas de todo dia, caso contrário o mercado editorial, praticamente, te comerá vivo!

As dificuldades que um autor nacional enfrenta em nosso país para publicar um livro são imensas. Se você é um completo desconhecido, as chances de tudo dar errado aumentam. Pense: você não é um ator famoso, ou uma vítima carismática, um blogger bãbãbã, não teve destaque na mídia ou na internet. Não é um youtuber ou faz parte de alguma modinha atual, muito menos é uma sensação que passa por seus quinze minutos de fama na mídia. Você é apenas um gênio detentor de um talento quase nato, criativo e bom tradutor de ideais em palavras para o papel. Um ninguém que vale a pena.

Por que desse canibalismo mercadológico?

Simples: capitalismo. A máquina que roda o mundo não é o centro gravitacional dos objetos espaciais como pensávamos, mas sim os valores que atribuímos para as coisas a fim de gerar tesouros palpáveis e quantitativos.

A qualidade se torna um objeto inferior em meio a tantos itens a se explorar.

Por outra via entenda que uma editora é uma empresa como outra qualquer. Começa pequena, utiliza-se do mercado, cresce e para de engatinhar, começa a caminhar, logo está correndo e, se tiver sorte, torna-se tão grandiosa que vai às Olimpíadas e se torna uma corredora de elite. E se ela é uma empresa, como se capitaliza? Ela vende. Vende o quê? Produtos. Quais produtos? Livros. Sendo assim, para a editora seu livro é mais um produto a ser desenvolvido e introduzido no mercado. Claro que sendo um investimento que deve ter sua medida de grau de risco muito bem calculada, pois erros podem levar a prejuízos financeiros, ou seja, o objetivo contrário de uma editora/empresa.

O que faz com que seu original cative a atleta olímpica das publicações rentáveis a coloca-lo no mercado? A editora deve colocar tudo em jogo antes mesmo de ter certeza se seu livro será um sucesso ou não. Antecipadamente, ela deve investir gastando muito dinheiro, tempo e trabalho em um desconhecido. Você já se perguntou quanto custa no mercado editorial de alta qualidade uma capa feita por um capista especializado? Ou já procurou saber o valor por lauda de revisão gramatical? E que tal pesquisar uma leitura crítica? Diagramação, preparação do texto, seleção de material de impressão, tipos de acabamento, pesquisa de mercado, campanha de marketing, meios de distribuição, entre muito mais que envolve uma publicação. Enfim, há “n” motivos para você não ser publicado por uma editora brasileira. E se você não é um investimento certo de retorno e lucratividade, não tem muitas chances de ingressar no mercado como escritor.

Vamos deixar claro que aqui excluímos aqueles dos quais têm um forte QI (“quem indica”) e será publicado por decorrência de um parente, amigo ou qualquer coisa do tipo. Há muitos casos de ghost-writers contratados apenas para fazer algo ser publicado. Ou você acha que o livro da Bruna Surfistinha foi escrito totalmente por ela?

Infelizmente, a verdade machuca. A realidade é cruel e o preço é alto! Tal quando se tem idade para trabalhar com carteira de trabalho registrada e ao desbravar o mercado atrás de uma vaga logo exigem: experiência anterior e comprovada. Um paradoxo: como provar seu valor se ninguém o deixa fazê-lo?

Como resolver tantos dilemas?

Autopublicação, autopromoção, autodistribuição, automarketing, autoprodução etc.?

Escritores devem escrever, não?

Talvez a resposta pudesse ser a acima dada, mas hoje há uma nova tática:

Entre no ringue com a Editora Nocaute!

Uma ideia que nasceu não apenas de uma cabeça, mas de duas. Foi uma concepção separada por tempo e espaço que se culminou num encontro praiano lá pelas bandas do sul do país. A necessidade de incentivar os talentosos escritores iniciantes brasileiros e suas sagas tanto no sentido figurado de suas histórias escritas, como as histórias vividas ao tentarem ter seus livros publicados.

A Editora Nocaute foi fecundada no berço de um dos maiores sites de literatura do Brasil, o Homo Literatus. Dali a editora saiu municiada de profissionais peritos em áreas que combinam a paixão por livros e a experiência de mercado para que um livro se torne não apenas publicado, mas simplesmente GRANDE, e principalmente rompa barreiras. O oceano é grande e corre ao redor do mundo todo, porque ter seus escritos publicados somente nas terras tupiniquins se podem também traduzi-los para serem vendidos em plataformas em inglês, francês, mandarim?

A Nocaute não é uma editora por demanda. É uma empresa que veio inovar. É uma editora comercial que veio pra ficar e publicar novos talentos da literatura brasileira.

Aguarde. Em breve, divulgaremos nosso primeiro projeto!


Maik Barbara

Nasceu, cresceu, foi para a escola, aprendeu a ler, começou a trabalhar e em seguida foi para a quarta série escolar... e a vida continuou assim! Um dia descobriu os livros, palavras bem ordenadas, trama, enredo, capa, a arte enfim. Devorou tudo! Enveredou para o teatro, criou e co-criou. Um dia de aluno foi a professor, mas já parou. Tenta, e às vezes até consegue escrever. Autor de peças e roteiros, hoje escreve em prol da arte literária: criou a série de realismo fantástico O MESTRE MANTENEDOR DE MUNDOS, e promete que um dia o livro Chronus Drakun ficará pronto!

4 comentários

Vitor · 09/19/2016 às 4:54 pm

Vida longa e próspera a editora Nocaute!

Wagner RMS · 09/27/2016 às 9:21 pm

Achei interessantíssima a proposta da Editora Nocaute. Evidentemente não sei se meu trabalho se enquadra, mas há tempos tenho essa mesma sensação, que uma tradução bem-feita e um esforço bacana de marketing lá fora do Brasil podem gerar retornos bastante fortes para editora, para o autor e, por reflexo, para o nosso Mercado. Me esforço para divulgar e solidificar nossa ficção científica e fantástica, digo sempre que nosso Povo (em verdade qualquer Povo) precisa ver a si mesmo no Futuro e no Fantástico para de fato chegar lá. E nada melhor que uma bem dada “porrada”, na hora e medida certas, para acordar alguém para uma nova e necessária perspectiva. Então, Vida Longa e Próspera à Nocaute!

    Maik Bárbara · 01/03/2017 às 12:44 pm

    Com sangue e suor a coisa vai!

    Boa sorte!

    Câmbio e desligo.
    Maik

Hilário Francisconi · 01/03/2017 às 9:22 am

A Nocaute Editora nos convida a escrever um conto sobre “Mitos Brasileiros”. A ideia é já de início uma porrada! Sim, com essa ideia fui atingido em cheio! E penso ter sido golpeado no local mais vulnerável: talvez uma glândula capaz de despertar os brios que movem um indivíduo. E pronto: pesquisei, ponderei as possibilidades de impacto, escrevi, revisei o texto várias vezes, verifiquei possíveis escorregões gramaticais, enxuguei a história para retirar-lhe os adornos desnecessários e dei por terminado o meu conto. Quer saber? Já o enviei! Agora é aguardar o resultado promovido pelo júri responsável pela antologia e, claro, vencer ainda mesmo que por pontos…

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